Rebeca mantém esperança na recuperação do pai, apesar das complicações graves

No estúdio do "Casa Feliz", Rebeca voltou-se para João Baião e Diana Chaves para partilhar uma história que a tem marcado profundamente. Há cerca de três meses que o seu pai, Joaquim, se debate contra uma septicemia grave – uma situação que começou de forma inesperada após intervenções cirúrgicas.
Uma cirurgia que correu mal
Tudo começou com uma hérnia discal, algo que Rebeca descreve como uma condição comum. O pai foi operado no Prado, mas o procedimento não correu como esperado. "As coisas não correram bem na operação," explicou a artista, revelando que Joaquim precisou de uma segunda intervenção uma semana depois. Durante esse período, esteve numa cadeira de rodas durante seis semanas, incapaz de caminhar e com dores intensas.
O agravamento repentino
O que surpreendeu a família foi o colapso súbito. Já em casa, Joaquim apresentou sintomas alarmantes: apatia completa, transpiração excessiva e tensão arterial perigosamente baixa de 7,4. A causa? Uma bactéria contraída no hospital que evoluiu para uma septicemia grave que atingiu os pulmões.
"Apanhou-lhe os pulmões," confirmou Rebeca, descrevendo como a infeção generalizada que entra na circulação sanguínea pode alojarse em qualquer parte do corpo. O pai enfrenta agora dificuldades respiratórias significativas.
Pequenos passos, grande fé
Apesar do prognóstico ainda reservado, há sinais de melhoria. Durante a conversa no programa, Rebeca sublinhou que o seu pai estava melhor, embora ainda muito sedado e debilitado. "Já se conseguiu sentar um pouco na cama, tossiu mais um bocadinho," partilhou com esperança. Joaquim até acompanhava a transmissão naquele momento.
"É um prognóstico bastante reservado," admitiu Rebeca. "Mas penso que está fora de perigo. É um dia de cada vez."
A saudade do pai
A ausência de Joaquim nas rotinas diárias pesa sobre a cantora. "Sinto uma falta muito grande," confessou, revelando momentos em que se apanha a chamar pelo pai, como se ele estivesse ali. "É complicado para mim, é muito complicado."
Uma vida de sacrifícios
João Baião recordou como Joaquim abdicou da sua carreira de músico para apoiar a filha. Deixou também o trabalho numa fábrica para acompanhar Rebeca na sua trajetória artística. "Ele diz que só fez o dever dele porque é pai," respondeu a cantora com orgulho.
A confiança baseada na experiência
Para finalizar, Rebeca traçou um paralelo com a sua própria batalha contra o cancro. "O tumor que eu tive era um cancro bastante agressivo, dos mais agressivos," recordou. O pai, na altura, disse-lhe que ambos se curariam. "Eu curei-me já, cá estou há nove anos, estou cá viva. E ele vai-se curar também, eu tenho essa noção."
A confiança de Rebeca na recuperação do pai é inabalável, alimentada pela sua própria superação e pela determinação que sempre a caracterizou.
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