sábado, 18 de julho de 2026

Pedro Chagas Freitas rende-se à autenticidade de Haaland: "Admiro quem não precisa de parecer importante"

10 de julho de 2026
Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas

Numa carta aberta repleta de admiração e sinceridade, Pedro Chagas Freitas dirigiu-se ao avançado norueguês Erling Haaland, reconhecendo nele uma qualidade cada vez mais rara no desporto de elite: a autenticidade genuína.

O escritor português começa por agradecer a naturalidade que o jogador demonstra: "Erling, Obrigado por continuares a parecer uma pessoa. É um milagre. Não faltam merdas por aí. Tu pareces imune, tu és o anti-merdas. Os grandes têm sempre qualquer coisa de distraído. Não têm tempo para se adorarem. Se precisas de parecer gigante, ainda és pequeno. A arrogância não vem do excesso de confiança; vem da falta dela. Tu pareces saber que o teu trabalho é marcar golos; não é convencer alguém de que és Deus".

Ao longo do texto, Chagas Freitas identifica uma atitude verdadeiramente rara no contexto do futebol contemporâneo: a capacidade de permanecer simples e desinteressado em buscar aprovação constante. Esta postura contrasta fortemente com a cultura de autopromoção que domina o desporto profissional.

O pensador português reflete sobre o significado profundo da simplicidade e do comportamento, conectando as ações fora do campo com a verdadeira essência do êxito. Na sua perspetiva: "É deliciosamente filosófico, e simples: quando precisas de lembrar aos outros quem és, já começaste a deixar de o ser. A simplicidade é uma forma superior de inteligência. Quem trata mal um empregado de mesa nunca marcou um golo verdadeiramente importante. Os golos acabam; a maneira como tratamos as pessoas fica".

A reflexão de Chagas Freitas sugere que o legado verdadeiro de um atleta transcende os números e os troféus, residindo antes na forma como se relaciona com o mundo à sua volta.

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