Pedro Chagas Freitas revela a história tocante do Tigão, o peluche que salvou o seu filho

O sucesso da mais recente criação literária de Pedro Chagas Freitas, "Benjamim e os Dias Cheios de Nada", continua a conquistar admiradores. O romancista aproveitou as redes sociais para partilhar uma história profundamente pessoal relacionada com a obra.
Através do Instagram, Pedro Chagas Freitas falou sobre Tigão, um peluche muito especial para a sua família. Não se trata de um brinquedo comum, mas de um objeto carregado de significado e memória. Durante três meses de internamento do seu filho no hospital, aquele tigre de peluche foi uma presença constante, até entrando em espaços onde os pais não podiam acompanhar.
"É um boneco que vem da esperança", explicou o escritor, descrevendo como a criatura de pano se tornou uma figura sagrada para toda a família. O tigre ganhou ainda mais importância quando recebeu bordados na barriga que imitam a cicatriz real de Benjamim.
Durante o período hospitalar, o peluche protagonizou teatros improvisados que ajudavam a aliviar a tensão e o medo. Mas a história não terminou no hospital. O Tigão inspirou o próprio livro, e através dele conseguiram angariar quase onze mil euros que foram doados ao Pediátrico de Coimbra.
Para Pedro Chagas Freitas, o peluche representa muito mais do que um simples brinquedo. Quando o observa, revê toda a experiência vivida: o hospital, a incerteza, os momentos de quase desistência, mas também a resistência impossível. O escritor confessa que frequentemente chora ao vê-lo.
Segundo o romancista, certos objetos transcendem a sua função inicial e transformam-se em talismãs. O Tigão é precisamente isso: um símbolo de fé disfarçado de tecido e espuma, uma prova de sobrevivência costurada e, acima de tudo, uma alegria que se recusa a desaparecer. "Acho que ele é um animal de peluche mais corajoso do que qualquer adulto", conclui, considerando-o a criatura mais sábia da casa depois do próprio Benjamim.
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