Pedro Chagas Freitas celebra a autenticidade de Cláudio Ramos

Pedro Chagas Freitas esteve nas manhãs da TVI e aproveitou para desabafar no Instagram com uma mensagem pessoal dedicada a Cláudio Ramos. O escritor fez uma viagem ao passado, recordando quando primeiro viu o apresentador há mais de duas décadas.
"A primeira vez que o vi foi há mais de 20 anos, era ele concorrente no Big Brother. Era um miúdo sensível, muito afetado pelo que a vida lhe ia colocando à frente", começou por relatar. Na altura, Pedro Chagas Freitas estava a estudar em Lisboa, hospedado em casa da tia, que lhe teria dito, com carinho: "O Cláudio é tão fofo, mas acho que ele está a sofrer muito ali dentro da casa".
O autor refletiu sobre como a televisão transforma pessoas comuns em personagens públicas, abrindo portas para comportamentos cruéis. Recordou ainda o ambiente hostil que se criou em torno do nome de Cláudio Ramos nessa época.
"Por essa altura, e foi piorando, o seu nome era presença obrigatória em espectáculos de stand-up. Por todo o lado, era gozado, achincalhado. Eram tempos assim, em que a homofobia era uma piça aceite", escreveu Pedro Chagas Freitas, questionando a estupidez coletiva de então.
O escritor elogiou a capacidade de resistência do apresentador: "Teve de aprender a coragem maior, a acrobacia maior: resistir à merda que nos atiram sem perder quem somos pelo caminho. É aí que se mede uma pessoa".
Atualmente, Pedro Chagas Freitas vê em Cláudio Ramos a mesma essência de sempre. "Acho que ele ainda é o menino fofo que era, acho que ainda sofre muito, aqui e ali, com a porcaria toda que lhe lançam, espero que cada vez se leve menos a sério: a seriedade mata", afirmou.
Destacou também a importância da imperfeição e do crescimento contínuo: "Continua a ser a pessoa de sempre, continua a dizer o que sente, continua a não acertar sempre (nem eu, nem ninguém, Deus me livre de quem acerta sempre), continua a tentar melhorar, tenho a certeza. As pessoas impecáveis assustam-me. Prefiro quem chega ao fim do dia um bocadinho envergonhado de si próprio".
A mensagem terminou com um agradecimento direto a Cláudio Ramos, que respondeu prontamente: "Obrigado Pedro. O que lá vai fica lá onde está, mas estupidez da altura ainda existe, agora mais camuflada. Compete-nos estar atentos e não permitir que nos encha os dias, eles são bons é 'cheios de nada' 😉".
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